quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Eram muitas vezes

Quando eu leio um livro vou absorvendo e juntando palavra por palavra, como numa tela escolhida por algum pintor impressionista, e crio assim na minha mente o universo do seu criador. As formas e cores que revela, são pelo criador ditadas, o resto cada um vai pintando a seu gosto, ao sabor do que cada um vive e conhece.

Essas palavras que fluem, a mensagem que se adensa, o quadro que se forma numa paisagem em constante movimento no nosso imaginário.

 O autor dá algo de si à sua obra e eu, como leitora, dou tudo de mim ao que ele escreve, ao seu mundo repleto de lugares e tempos e pessoas, de impressões, identidades, paixões, memórias, provocações, dificuldades, frustrações... 

Assim vou conhecendo o desconhecido, ou vou sendo lembrada do que esqueci, ou mesmo reviver o que vivi. 

Há livros que são como uma dança etérea! Nos braços dessas palavras sou transportada de cenário em cenário, imagem em imagem, num turbilhão de emoções, e que bom é saber que, apesar de ter só uma vida, através dos livros posso viver umas mil!




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